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  • segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    Agressividade

    A agressividade é algo a ser tratado com muito cuidado. Primeiramente devemos descobrir a causa da agressividade e observar de que tipo ela é. Vários fatores determinam a agressividade como a raça , o manejo , a necessidade de sua espécie (algumas espécies necessitam da agressividade para sobreviver) , por dor, por dominância, por medo e até mesmo para defender o território.
    Apesar da predisposição de algumas raças serem mais agressivas do que outras , não podemos desconsiderar que uma raça mais dócil tenha um indivíduo agressivo. Toda raça terá um indivíduo agressivo, assim como nós humanos. Em qualquer raça haverá um indivíduo agressivo.
    A questão da educação é essencial pois apenas amor e carinho não são suficientes e os cães necessitam de regras a serem obedecidas , pois devemos lembrar sempre que ele faz parte de um grupo social que necessita de um líder para sobreviver e a comunicação entre o cão e seu proprietário deve ser muito bem estabelecida pois se houver falhas ele assumirá a liderança e aí sim podem surgir problemas de agressividade como por exemplo defender o seu território e não permitir que ninguém entre em casa a não ser os membros de seu grupo , ou então se desenvolver uma agressividade por posse ele não permitirá que ninguém se aproxime da sua comida.
    Em um documento publicado pela AVSAB – American Veterinarian Society of Animal Behaviour( Sociedade Veterinária Americana de Comportamento Animal) explica que a dominância é definida como o relacionamento entre dois indivíduos animais que é estabelecida pela força/agressão e submissão, para determinar quem terá o prioridade a múltiplas fontes, como alimento, áreas de descanso ou companheiros. Explica que muitos dos comportamentos indesejados dos cães ocorrem pois foram condicionados a obter o que querem e não foram ensinados a agir de outra maneira e não por estarem disputando a liderança em uma hierarquia.
    Devemos ganhar respeito , estabelecer limites , corrigir os comportamentos faltosos sem usarmos agressividade e reforçar sempre os comportamentos corretos.
    É muito mais eficiente recompensar os comportamentos desejados do que punir os comportamentos errados.
    Medo e ansiedade são causas comuns da agressividade e outros problemas de comportamento e o uso de punição diretamente pode agravar o problema aumentando o medo e a ansiedade do animal.
    A AVSAB salienta que a modificação do comportamento e treinamento deve centrar-se sobre o reforço dos comportamentos desejáveis e evitar os comportamentos indesejáveis esforçando-se para lidar com o estado emocional subjacente e motivações, incluindo fatores médicos e genéticos que dirigem o comportamento indesejável.

    O cão geralmente aprende diante das situações que vive. O dono ao tentar acalmar um cão agressivo oferecendo comida e acaba passando informações erradas ao cão reforçando o comportamento indesejado. Pode existir o caso do cão aprender que quando ele é agressivo ele tem sucesso e consegue sempre o que quer. O dono acaba vivendo em função do cão sendo que deveria ser o contrário.
    Agressividade por dor
    Uma coisa que deve se tomar cuidado é em relação a saúde do animal, se ele estiver com alguma dor pode se tornar agressivo. Logo, é essencial que o cão seja sempre examinado por um veterinário para verificar se não existe nenhum problema que possa estar causando a agressividade.
    Quem já passou pela situação de resgatar um animal acidentado na rua pode ter observado um estado agressivo do animal na tentativa de se aproximar dele. Nessas horas estamos desprovidos de equipamentos e estamos tomados pela ansiedade em tentar salvar o bichinho. Se alguma vez isto ocorrer, tente usar o cadarço de um tênis ou improvise alguma coisa para amordaçar o focinho do cão. Devido a dor ele pode chegar a morder apresentando assim uma agressividade por transferência.(Quando ele quer morder algo e não consegue e acaba mordendo o que está mais próximo dele).




    Agressividade por dominância
    O cão pode ser dominante sem ser agressivo , mas é comum existir agressividade num indivíduo dominante. Por exemplo, o cão pode rosnar quando se sentir contrariado e com sua liderança questionada. Se não tiver uma predisposição genética pode se tratar de um cão mimado acostumado a ter tudo o que quer na hora que bem deseja, que tem um dono que sofre quando dá broncas no cão.
    Nunca devemos nos colocar em risco ao tentar resolver problemas de agressividade.
    Podemos usar o contracondicionamento para resolver uma situação como um cão que rosna quando vamos passar perto da casinha dele. O que se pode fazer é jogar petiscos para o cão e desviar a concentração dele para o ato de rosnar.
    É muito importante estabelecermos limites ao cão. Acreditem, não dói.
    Podemos fazer vários exercícios, ensinar o significado do NÃO para ele na hora de impedir ele de pegar petiscos do chão, passar por uma porta, não deixar ficar latindo ou pulando nas pessoas , e acostumá-lo a não obter as coisas quando ele quer e sim quando nós queremos.
    É legal ensinar alguns comandos básicos como o SENTA, o FICA.... Por exemplo, ele quer passear. Então peça que ele se sente primeiro e se ele obedecer você pode levá-lo para passear.

    Agressividade por posse
    O cão tende a proteger o que lhe pertence como o osso,sua comida. Se ele ficar agressivo na hora em que está comendo por exemplo, é legal nos aproximarmos e darmos mais comida ainda em seu pote, mas somente antes dele começar a rosnar. Assim ele achará muito legal a sua aproximação.

    Agressividade territorial
    Se o cão rosna quando vamos tentar retirá-lo do sofá por exemplo, estamos diante de um indivíduo tentando proteger o seu território. Nessa situação podemos usar uma bronca despersonalizada . Deixar uma guia em seu pescoço (silenciosa) comprida e amarrada em algum lugar perto do sofá e deixe ele se acomodar no sofá. Assim que nos aproximarmos dele e o chamarmos ele receberá um tranco da guia quando for rosnare e atacar.


    O rosnar do cão

    Quando um cão rosna não significa exatamente que ele vai atacar. Pode ser uma situação de desconforto . Ele simplesmente quer evitar um ataque ao intruso. Na tentativa de defender o seu território ele tem 2 alternativas:fugir ou espantar o inconveniente. E em muitas situação a fuga é impossível pois está preso em uma guia, encurralado em um canto e então o cão rosna. O cão se sente pressionado pelo dono e é como se dissesse:"Olha, eu estou com medo,dá pra parar?" - e mesmo assim a pressão aumenta e aí o cão acaba mordendo o dono sem outra opção.
    O que se pode fazer nesses casos é trabalhar a dessensibilização e mostrar ao cão que não há motivos para tanto medo.
    Podemos evitar muitos problemas de comportamento socializando o cão desde cedo,quando ainda é filhote.
    É necessário trabalhar a falta de confiança do cão diante o medo que ele sente. Se o dono fica nervoso ou tenso, com certeza o cão também terá a mesma reação. Não devemos usar o reforço negativo para essas situações. Se impedimos o cão de rosnar, ele continuará com medo e não poderemos saber o ponto exato do medo que é a hora do rosnado e o cão se impedido de rosnar atacará sem dar sinal nenhum. Durante o processo de dessensibilização o cão vai aprender a parar de rosnar mas pelo simples motivo que ele aprenderá a tolerar as situações ameaçadoras.
    Ele receberá as pessoas estranhas de uma forma sociável, sem medo e achando aquilo muito divertido.

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    domingo, 3 de outubro de 2010

    Quando adquirimos um filhotinho novo




    Na maioria dos casos as pessoas adquirem um filhote no final de semana,durante o dia. Fazem aquela festa pro bichinho em determinado local da casa e quando chega de noite ele é colocado em um local isolado como uma varanda ,sendo um local completamente diferente do lugar aonde brincaram com ele o dia inteiro, escuro e frio. O cãozinho que já foi separado da sua família fica mais confuso ainda e chora a noite toda. É muito importante que pelo menos nos 2 primeiros dias ele passe a noite no quarto dos novos donos para que ele não se sinta tão desprotegido e se houver a possibilidade de trazer um paninho com o cheiro da mãe para a nova casa ajudará muito o cãozinho. Deixar o cãozinho fora logo nesses dias pode gerar um trauma muito grande e trazer problemas como ansiedade de separação. É muito melhor aguentar o cãozinho no nosso quarto pelo menos por 2 dias do que aguentar 10 anos com um cão que sofre ansiedade de separação. Isso faz parte de um processo de socialização lembrando que ele é um animal que descende dos lobos que vivem e matilhas vivendo sempre em grupo.
    Coloque o paninho na caminha dele e deixe algum reloginho que faça um barulhinho imitando as batidas do coração da mãe dele. E quando você levar ele para dormir no local definitivo deixe um radinho ligado com uma musica bem baixinha,de preferência música clássica pois tem uma batida mais tranqüila. Não deixe o banheirinho perto da cama onde ele dorme e nem perto da comida. Deixe sempre em periferias, por exemplo, se a caminha dele fica na cozinha, deixe o banheirinho na área de serviço. E recompense muito quando ele fizer as necessidades no local certo. Por serem filhotes fica mais fácil criar um cronograma com os horários que ele costuma fazer as necessidades. Podemos levá-lo para fazer as necessidades quando ele acorda, uns 5 minutos depois das refeições e antes de levá-lo para dormir de noite. Se perceber que ele vai fazer xixi no local errado não dê broncas. Tente desviar a atenção dele para aquele comportamento dando um susto como bater palmas ou atirar um chaveiro na direção dele ( sem machucá-lo). E daí pegue o filhotinho e leve -o até o banheirinho dele. Dar broncas no filhote quando ele faz as necessidades nos locais errados pode fazer com que ele faça escondido, pode gerar uma coprofagia e alguns outros problemas . Vale lembrar que os filhotinhos não conseguem segurar o xixi,então na hora que der vontade ele precisa ter um banheirinho perto.

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    sábado, 4 de setembro de 2010

    Socialização





    É extremamente importante socializar nossos cães tanto com pessoas como com outros animais. É sabido que o cão deve mamar até os 50 dias de vida e assim ele pode ser levado para um novo lar e receber um adestramento. Cães que são separados da mãe muito cedo acabam tendo problemas de comportamento não conseguindo se relacionar bem com pessoas e outros bichos. Até essa idade a mãe ensina brincadeiras e a disciplina que a mãe estabelece. Nas figuras acima as imagens mostram alguns exercícios importantes para se fazer com os filhotinhos. São estímulos muito importantes a serem aplicados junto com carinho e massagens. Você também pode passar um cotonete entre os dedos e deixar um tapete áspero aonde os filhotes ficam aninhados para desenvolverem o sistema locomotor.
    Quando recebemos um cãozinho em casa devemos apresentar o mundo a ele. Devemos apresentar pessoas diferentes ,ruídos ,outros animais(desde que estejam vacinados e vermifugados). Podemos levá-lo para passear desde que ele não tenha contato com o chão de locais públicos. O ideal seria levá-lo no colo e permitir que outras pessoas tenham contato com ele, e ele seja apresentado ao mundo com odores e sons diferentes. Os cães precisam ser socializados para que não desenvolvam problemas de comportamento como medo,ansiedade ,agressividade e dificuldade no aprendizado. Com isso evitamos que o cão desenvolva maus hábitos futuramente e não reaja com medo ou agressividade diante de situações diferentes. Ele terá uma vida muito mais saudável e feliz. Quando pessoas novas aparecerem na frente do cãozinho é importante elogiar e fazer com que aquilo seja a coisa mais legal do mundo para ele.
    Dos 3 a 4 meses é a fase aonde ele começa a testar a liderança da matilha. Então procure ganhar todas as disputas físicas como brincadeiras de cabo de guerra. Tudo que o cão desejar ele deve obter após ter obedecido algum comando simples como o SENTA ,por exemplo.
    No caso de trazer um cão adulto para casa é necessário descobrir ao máximo todos os pontos fracos dele e saber o quanto ele foi socializado. Se ele demonstrar medo de vassouras por exemplo, precisamos mostrar a ele que a vassoura não é nenhum monstro e que é bem legal ter alguém varrendo o ambiente.
    Caso o cão demonstre medo diante de pessoas ou até mesmo agressividade é preciso mostrar a ele com muito carinho e petiscos que a pessoa que ele tem medo é amiga e não lhe fará nenhum mal. Se você estiver usando uma guia, não a tensione. Na maioria das vezes,durante o passeio,o dono do cão costuma ficar alarmado ao ver um outro cão ou um gato e ficar preocupado com uma possível briga. O cão percebendo essa tensão na guia ele já ficará alerta também e acabará demonstrando um quadro de agressividade ou medo. É fundamental estar relaxado e sabendo desse problema do seu cão é legal dar petiscos ao se aproximar de pessoas ou outro animais e fazer aquela festa para ele. Pois quando o cão rosna o dono aperta mais a guia e pode até mesmo gritar com o cão, e o que o cão vai entender com isso? Que estranhos e outros animais por perto não são legais. Vale muito a pena contratar um bom profissional em comportamento animal para que ele oriente a pessoa que tem um cão com esse tipo de problema.

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