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  • sábado, 2 de abril de 2011

    Alpha roll


    Hoje minha amiga comentou que estava na Cobasi e encontrou novamente um rapaz que na vez anterior estava ensinando uma mulher a fazer alpha roll em seu cão.E desta vez ele queria mostrar a técnica na cachorra da minha amiga e ela não deixou. Graças a Deus pois ela também adestra e sabe o dano que isso pode causar na cabeça do animal. Algumas pessoas incorporam o Cesar Millan. Tudo bem,respeito o trabalho dele, ele é um auto didata e tem seus méritos. Mas precisamos tomar cuidado com o que assistimos na TV e colocamos em casa.
    Essa técnica consiste em virar o cão de barriga para cima e segurar o cão pelo pescoço e manter contato visual. É perigoso fazer isso pois você pode machucar o seu cãozinho e até mesmo as pessoas podem se machucar. Amigos,estamos em 2011 e já foram criadas inúmeras técnicas positivas e não há necessidade disso. Isso faz parte do adestramento tradicional que já ficou pra trás e é algo muito aversivo para o cão. E pior ainda se for aplicado em cães muito sensíveis e medrosos. Tudo o que se aplica deve ser estudado muito bem antes. aparece na TV , as pessoas acham que são capazes de fazer e depois não sabem o estrago que fizeram em seus bichos.
    Até mesmo na hora de aplicar uma punição , se não for muito bem feita, na hora exata você acaba errando com o animal e vão se acumulando problemas e problemas até virar uma enorme bola de neve. Bob Bailey diz que a punição só deve ser usada quando existe risco de vida para o animal ou para a pessoa e só deve ser usada por profissionais que realmente estejam gabaritados para isso.
    É cintificamente provado que isso causa sérios danos no animal.
    Cada caso é um caso. Por isso escrevo para alertar as pessoas que tomem cuidado com as informações que trazem para dentro de casa , não importa se Cesar Millan mostrou na TV, se um fulano falou na pet shop, tenham certeza do que estão absorvendo pois as consequências podem ser desastrosas.

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    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    Flooding

    Flooding ou Inundação é uma forma de treinamento de dessensibilização aonde o cliente é exposto a situações reais ou imaginárias que são muito preocupantes e assustadoras até que não desperte mais ansiedade no cliente. Esse método causa muito desconforto e sua eficácia é incerta.
    Muitos também usam o termo Alagamento para esse treinamento.
    Com o reforço negativo , a exposição a uma situação aversiva pode ser denunciada no caso de o animal realizar alguns comportamentos dando um sinal de aquietamento . Com a inundação o estímulo aversivo permanece estável até que ele não produza mais reação nenhuma.
    Um exemplo desse tipo de treinamento é de adestradores de papagaios que cobrem a ave com uma toalha até ele para de se debater. Muitos animais aprendem a tolerar o manuseio dessa maneira, mas existem métodos muito mais eficazes do que isso . A inundação é diferente do reforço negativo. Com a inundação, não importa o que o animal faça , ele não poderá escapar até que seja liberado. No reforço negativo, se o animal fizer determinado comportamento ele será liberado.
    Em um dos episódios do programa de Cesar Millan ele mostra esse tipo de treinamento.
    É o caso de um dingo coreano, o Jon Bee , que demonstrava um quadro de agressividade dentro da casa de seus proprietários. O cão foi forçado a se deitar de lado no chão após uma luta muito perigosa e desgastante até desistir e ficou num estado chamado “learned helplessness”ou situação de desamparo , que é um fenômeno aonde o cão desliga e deixa de apresentar qualquer comportamento para terminar o confronto. Nesse estado é possível notar todos os sinais de stress mesmo o cão desistindo de lutar. Esse fenômeno foi pesquisado por cientistas que colocaram cães dentro de uma caixa fechada aonde eram submetidos a choques que surgiam do chão. Os cães tentavam escapar e após estarem exaustos e percebiam que nada mudava a situação eles deitavam se na caixa e continuavam recebendo choques.



    Particularmente não sou a favor desse tipo de treinamento pois pode gerar muitos traumas no cão.

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    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    Agressividade

    A agressividade é algo a ser tratado com muito cuidado. Primeiramente devemos descobrir a causa da agressividade e observar de que tipo ela é. Vários fatores determinam a agressividade como a raça , o manejo , a necessidade de sua espécie (algumas espécies necessitam da agressividade para sobreviver) , por dor, por dominância, por medo e até mesmo para defender o território.
    Apesar da predisposição de algumas raças serem mais agressivas do que outras , não podemos desconsiderar que uma raça mais dócil tenha um indivíduo agressivo. Toda raça terá um indivíduo agressivo, assim como nós humanos. Em qualquer raça haverá um indivíduo agressivo.
    A questão da educação é essencial pois apenas amor e carinho não são suficientes e os cães necessitam de regras a serem obedecidas , pois devemos lembrar sempre que ele faz parte de um grupo social que necessita de um líder para sobreviver e a comunicação entre o cão e seu proprietário deve ser muito bem estabelecida pois se houver falhas ele assumirá a liderança e aí sim podem surgir problemas de agressividade como por exemplo defender o seu território e não permitir que ninguém entre em casa a não ser os membros de seu grupo , ou então se desenvolver uma agressividade por posse ele não permitirá que ninguém se aproxime da sua comida.
    Em um documento publicado pela AVSAB – American Veterinarian Society of Animal Behaviour( Sociedade Veterinária Americana de Comportamento Animal) explica que a dominância é definida como o relacionamento entre dois indivíduos animais que é estabelecida pela força/agressão e submissão, para determinar quem terá o prioridade a múltiplas fontes, como alimento, áreas de descanso ou companheiros. Explica que muitos dos comportamentos indesejados dos cães ocorrem pois foram condicionados a obter o que querem e não foram ensinados a agir de outra maneira e não por estarem disputando a liderança em uma hierarquia.
    Devemos ganhar respeito , estabelecer limites , corrigir os comportamentos faltosos sem usarmos agressividade e reforçar sempre os comportamentos corretos.
    É muito mais eficiente recompensar os comportamentos desejados do que punir os comportamentos errados.
    Medo e ansiedade são causas comuns da agressividade e outros problemas de comportamento e o uso de punição diretamente pode agravar o problema aumentando o medo e a ansiedade do animal.
    A AVSAB salienta que a modificação do comportamento e treinamento deve centrar-se sobre o reforço dos comportamentos desejáveis e evitar os comportamentos indesejáveis esforçando-se para lidar com o estado emocional subjacente e motivações, incluindo fatores médicos e genéticos que dirigem o comportamento indesejável.

    O cão geralmente aprende diante das situações que vive. O dono ao tentar acalmar um cão agressivo oferecendo comida e acaba passando informações erradas ao cão reforçando o comportamento indesejado. Pode existir o caso do cão aprender que quando ele é agressivo ele tem sucesso e consegue sempre o que quer. O dono acaba vivendo em função do cão sendo que deveria ser o contrário.
    Agressividade por dor
    Uma coisa que deve se tomar cuidado é em relação a saúde do animal, se ele estiver com alguma dor pode se tornar agressivo. Logo, é essencial que o cão seja sempre examinado por um veterinário para verificar se não existe nenhum problema que possa estar causando a agressividade.
    Quem já passou pela situação de resgatar um animal acidentado na rua pode ter observado um estado agressivo do animal na tentativa de se aproximar dele. Nessas horas estamos desprovidos de equipamentos e estamos tomados pela ansiedade em tentar salvar o bichinho. Se alguma vez isto ocorrer, tente usar o cadarço de um tênis ou improvise alguma coisa para amordaçar o focinho do cão. Devido a dor ele pode chegar a morder apresentando assim uma agressividade por transferência.(Quando ele quer morder algo e não consegue e acaba mordendo o que está mais próximo dele).




    Agressividade por dominância
    O cão pode ser dominante sem ser agressivo , mas é comum existir agressividade num indivíduo dominante. Por exemplo, o cão pode rosnar quando se sentir contrariado e com sua liderança questionada. Se não tiver uma predisposição genética pode se tratar de um cão mimado acostumado a ter tudo o que quer na hora que bem deseja, que tem um dono que sofre quando dá broncas no cão.
    Nunca devemos nos colocar em risco ao tentar resolver problemas de agressividade.
    Podemos usar o contracondicionamento para resolver uma situação como um cão que rosna quando vamos passar perto da casinha dele. O que se pode fazer é jogar petiscos para o cão e desviar a concentração dele para o ato de rosnar.
    É muito importante estabelecermos limites ao cão. Acreditem, não dói.
    Podemos fazer vários exercícios, ensinar o significado do NÃO para ele na hora de impedir ele de pegar petiscos do chão, passar por uma porta, não deixar ficar latindo ou pulando nas pessoas , e acostumá-lo a não obter as coisas quando ele quer e sim quando nós queremos.
    É legal ensinar alguns comandos básicos como o SENTA, o FICA.... Por exemplo, ele quer passear. Então peça que ele se sente primeiro e se ele obedecer você pode levá-lo para passear.

    Agressividade por posse
    O cão tende a proteger o que lhe pertence como o osso,sua comida. Se ele ficar agressivo na hora em que está comendo por exemplo, é legal nos aproximarmos e darmos mais comida ainda em seu pote, mas somente antes dele começar a rosnar. Assim ele achará muito legal a sua aproximação.

    Agressividade territorial
    Se o cão rosna quando vamos tentar retirá-lo do sofá por exemplo, estamos diante de um indivíduo tentando proteger o seu território. Nessa situação podemos usar uma bronca despersonalizada . Deixar uma guia em seu pescoço (silenciosa) comprida e amarrada em algum lugar perto do sofá e deixe ele se acomodar no sofá. Assim que nos aproximarmos dele e o chamarmos ele receberá um tranco da guia quando for rosnare e atacar.


    O rosnar do cão

    Quando um cão rosna não significa exatamente que ele vai atacar. Pode ser uma situação de desconforto . Ele simplesmente quer evitar um ataque ao intruso. Na tentativa de defender o seu território ele tem 2 alternativas:fugir ou espantar o inconveniente. E em muitas situação a fuga é impossível pois está preso em uma guia, encurralado em um canto e então o cão rosna. O cão se sente pressionado pelo dono e é como se dissesse:"Olha, eu estou com medo,dá pra parar?" - e mesmo assim a pressão aumenta e aí o cão acaba mordendo o dono sem outra opção.
    O que se pode fazer nesses casos é trabalhar a dessensibilização e mostrar ao cão que não há motivos para tanto medo.
    Podemos evitar muitos problemas de comportamento socializando o cão desde cedo,quando ainda é filhote.
    É necessário trabalhar a falta de confiança do cão diante o medo que ele sente. Se o dono fica nervoso ou tenso, com certeza o cão também terá a mesma reação. Não devemos usar o reforço negativo para essas situações. Se impedimos o cão de rosnar, ele continuará com medo e não poderemos saber o ponto exato do medo que é a hora do rosnado e o cão se impedido de rosnar atacará sem dar sinal nenhum. Durante o processo de dessensibilização o cão vai aprender a parar de rosnar mas pelo simples motivo que ele aprenderá a tolerar as situações ameaçadoras.
    Ele receberá as pessoas estranhas de uma forma sociável, sem medo e achando aquilo muito divertido.

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    sábado, 25 de setembro de 2010

    Cães tímidos




    Exercícios de manipulação beneficiam qualquer cão mas essencialmente os cães tímidos.
    Esses exercícios são baseados no contra-condicionamento para mudar a resposta emocional do seu cão para que ele seja tocado.
    O contra-condicionamento é quando apresentamos estímulos positivos ao cão enquanto estamos dessensibilizando algum comportamento. Sempre que ele apresentar medo de alguma coisa devemos apresentar algo que ele goste. Você treinará o seu cão a se sentir seguro, calmo e relaxado sem que ele se esquive. Escolha uma área para treinar o seu cão aonde ele se sinta seguro. Se o cão se afastar de você simplesmente espere até que o cão escolha voltar para você. O objetivo é manter o cão calmo e entrando na brincadeira.
    Se você tem um cão tímido em relação a outras pessoas , você pode pedir ajuda para um amigo. Peça que ele chegue em sua casa e não converse com o cão e nem olhe. E deixe que o cãozinho se aproxime em seu tempo, deixe que ele se interesse. O seu amigo pode então se sentar no chão para não parecer tão grande e assustador mantendo quase que a mesma altura do cão. peça que ele se sente de costas e com as mão para trás e as palmas viradas para cima, e em uma delas deixe um petisco que o cãozinho adore. Aos poucos o seu amigo pode começar a conversar com ele e ir aumentando a confiança com o seu cão.
    O importante é despertar a curiosidade do cão em relação a você e deixar que ele se aproxime sozinho.
    Mas primeiramente devemos entender a causa do problema. As vezes só o fato de uma pessoa se aproximar do cão ou já querer chegar e dar um cafuné pode assustá-lo. Ou então ter uma causa muito específica como ter medo de pessoas que usam uniforme como carteiros ou leitores de luz e água achando que estarão invadindo o seu território. E na cabecinha dos cães eles entendem que essas pessoas sempre fogem todas as vezes pois eles latiram para elas e elas foram embora. Então sentem se recompensados com esse sucesso e o comportamento é reforçado mais ainda. Podem ter mais medo de homens do que mulheres, ainda mais se eles forem altos e tiverem a voz muito grossa. Muitos cães não tem medo por terem sofrido algum abuso no passado, mas podem apenas apresentar medo de situações que nunca viram antes e nesses casos devemos mostrar que não tem problema nenhum, não existe perigo e sim aquela situação nova pode ser algo muito divertida para ele. Podem ser geneticamente predispostos a sentirem medo de coisas desconhecidas. Devemos trabalhar num nível de intensidade abaixo do que o nível que o assusta.

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